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Carnaval
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A origem do carnaval é obscura. Uns dizem que suas raízes se encontram num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram em Roma, ligadas às famosas Saturnálias, de caráter orgíaco.

Entretanto, como o rei Momo é uma das formas de Dionísio, o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, isto nos faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, onde os festejos eram para honrar a colheita. Mas há também historiadores que veem o carnaval como uma celebração, inicialmente, egípcia, onde a festa era marcada por danças e cânticos ao redor de uma fogueira, na comemoração ou pedidos de boas colheitas.

Contudo, Carnaval, palavra derivada do latim "carnelevamen" (tirar a carne) que depois modificou-se para "carne, vale", (adeus, carne), é uma palavra ligada à tradição cristã de não comer carne no período que precede à Paixão de Cristo, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes da quaresma.

As festas eram tão populares que a Igreja desistiu de combatê-las e em 590 oficializou a folia na vã tentativa de conter a libertinagem.

No século VII, na Grécia, o Carnaval foi oficializado como festejo à honra de Dionísio, deus do êxtase e do entusiasmo, e a partir daí, os carnavais passaram a incluir orgias sexuais e etílicas.

Em 1091 a data da Quaresma foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica; como consequência indireta disso, o período de Carnaval se estabeleceu na sociedade ocidental, sofrendo, entretanto, certa oposição da Igreja, na Europa. Embora alguns papas tenham permitido o festejo, outros o combateram vivamente, como Inocêncio II.

Já na fase do Renascimento, o Carnaval adotou o baile de máscaras, e também as fantasias e carros alegóricos (carros populares conversíveis que eram decorados e desfilavam cheios de gente dentro brincando.

No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal.

O primeiro bloco que se tem notícia foi criado pelo sapateiro José Nogueira Paredes, em 1848, no Rio de Janeiro, quando ele saiu batendo o bumbo na horizontal, hoje o surdo, convidando "quem quiser venha atrás". Nesta época, os blocos eram formados apenas por homens.

A popularização do carnaval no Brasil aconteceu mesmo foi com o surgimento das marchinhas, destacando-se como a primeira composição feita especialmente para o carnaval, Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, composta sobre encomenda para o Cordão Rosas de Ouro, em 1899.

A origem do confete deveu-se ao fato de que na Roma Antiga, os lupercos, sacerdotes de Pã, saíam no dia 15 de fevereiro só com sangue de cabra sobre o corpo, perseguindo as pessoas nas ruas e no Brasil, os portugueses faziam uma guerra de baldes de água e lixo que chamavam de "entrudo", sem dança ou música. Depois de muita confusão, o molha-molha foi substituído por confetes e serpentinas.

O lança-perfume foi a 1ª grande invenção do carnaval brasileiro, surgido em1906 no Rio de Janeiro e logo se espalhou de norte a sul do país. Era fabricado na Suíça pela Rodo, e produzidio em garrafinhas de vidro.

A moda do corso foi lançada em 1907, quando o carro das filhas do Presidente da República Afonso Pena percorreu a Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, antes de lavá-las para o prédio para onde iam assistir à folia.

Em 1917 surge o samba, um novo gênero musical, que misturou o lundu, o frevo e a polca.
 
A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro e chamava-se “Deixa Falar”. O nome nasceu numa roda de amigos, entre os quais estava o compositor Ismael Silva, que vivia cansado da fama de que sambista é malandro. Enquanto conversava, ele olhou para a Escola Normal e teve a idéia de criar um grupo pacífico para mostrar a arte que tinha e desta idéia surgiu o nome Escola de Samba Deixa Falar.

Em 1929, para esquentar o desafio entre batucadas, José Gomes da Costa, Zé Espinguela da Mangueira, resolveu promover uma competição entre os compositores de algumas escolas.

Nos anos 30, os puxadores entoavam um refrão de 4 linhas e os versadores improvisavam depois o resto do samba-enredo. Nesta época, as escolas eram protegidas por cordas seguradas por homens vestidos de baiana e que usavam canivetes amarrados nos tornozelos.

Com isso, começam a surgir novas escolas de samba e depois organizadas em Ligas de Escolas de Samba, iniciam os primeiros campeonatos para constatar qual escola de samba era a mais bela e animada.

Em 1932, aconteceu o primeiro desfile de carnaval extra- oficial .

Rei Momo, personagem da mitologia greco-romana,  Deus da irreverência, da bagunça e da alegria, surgiu no carnaval carioca, em 1933, quando um boneco de papelão foi incorporado ao desfile como sendo o rei do Carnaval carioca. No mesmo ano, a idéia saiu do papel e um jornalista gordo foi às ruas vestido de monarca.

Em 1935 realizou-se o primeiro desfile oficial na Praça Onze, tendo como 1ª Campeã do Desfile do Carnaval do Rio de Janeiro, a Portela.

Até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha e crescia durante a passagem de ano, atingindo o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda.

Em 1984, o desfile foi levado para a Passarela do Samba, que depois passou a ser chamar Avenida dos Desfiles, e hoje se chama Passarela do Professor Darcy Ribeiro, que é um Sambódromo conhecido no mundo inteiro, e tem uma capacidade para 62.000 pessoas.

Atualmente o carnaval do Rio de Janeiro, é considerado o mais importantes desfiles de carnaval do mundo.

 

 

 
 
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